Uso de plantas nativas no paisagismo e recursos que diminuem a variação térmica foram algumas das soluções utilizadas pelo OPA Architects

Como uma caverna natural, a casa está enterrada abaixo de montes de terra com espessura de 60cm que formam o telhado e paredes. | Fotos: Joe Fletcher.

Como uma miragem no meio do deserto de Nevada, nos Estados Unidos, esta casa se ergue nas proximidades de Reno. Propriedade de um casal de colecionadores de arte que optou por morar mais próximo da cidade, foi construída pelo escritório americano OPA Architects, comandado por Luke Ogrydziak e Zoë Prillinger. 

Shapeshifter (metamorfo, em tradução livre) foi o nome escolhido pela dupla de arquitetos para o projeto. Não poderia ser mais adequado, uma vez que o desenho da casa surgiu a partir da observação da topografia do deserto, tratando o solo como um material fluido. Foi assim que surgiram os interessantes ângulos da fachada. “Acreditamos que a arquitetura influencia a forma como vemos o mundo e vivemos nele. Ela impacta nossas percepções e emoções e atua como uma estrutura física para o pensamento”, conta Luke em entrevista ao Janela. 

Molduras de janelas com vidro de alto desempenho minimizam o ganho de calor e garantem o conforto térmico nos espaços internos. | Fotos: Joe Fletcher.

O interior da casa é quase tão impressionante quanto sua fachada. A arquitetura recortada fica evidenciada no teto e paredes, com grandes janelas que integram a paisagem exterior aos espaços. “Os móveis são contemporâneos, a maioria proveniente de fornecedores europeus como a Moroso. Os proprietários possuem uma extensa coleção de arte contemporânea. Então selecionamos peças que complementam essa arte, mantendo uma estética consistente, um tanto sutil.”

Por se tratar de uma construção no deserto, a aplicação de conceitos de arquitetura ecológica foi fundamental. Uma “casca” de 60 centímetros de espessura foi utilizada nas paredes e telhado, para proteger a casa contra as extremas mudanças de temperatura. Se no interior o uso da arquitetura atua como isolante térmico, o paisagismo externo se integra à natureza ao seu redor, com uso exclusivo de plantas nativas da região, como gramíneas, arbustos do deserto e flores silvestres. 

“Ao organizar nossos corpos e experiências no espaço, a arquitetura pode nos transformar. Nossa força na OPA é identificar e criar experiências espaciais para tornar isso possível”, explica Luke. | Fotos: Joe Fletcher.

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