As mulheres sempre marcaram presença na arte, mas além das dificuldades de impor sua expressão em uma sociedade historicamente machista, seu talento foi muitas vezes ignorado pela historiografia. As artistas tiveram que dar o dobro de si e foram impedidas por anos de ingressar em sociedades e academias de arte, frequentar cursos e aulas e até mesmo expor suas obras.

Pensando nisso, Susie Hodge escreveu o livro “Breve história das artistas mulheres”, com um panorama histórico da presença das artes plásticas produzidas por mulheres, apresentado por movimentos, obras, inovações e temas.

Para aumentar seu repertório e conhecimento sobre as expressões femininas na arte, mostramos aqui o trabalho de algumas artistas presentes no livro.

Elisabetta Sirani

Nascida numa família de artistas em Bolonha, Elisabetta foi treinada pelo pai, Giovanni Andrea Sirani. Surgiu um culto em torno dela de que seria a reencarnação feminina do pintor barroco Guido Reni e, depois que seu pai ficou incapacitado pela doença da gota em 1654, ela passou a sustentar a família. Muito bem-sucedida, nunca se casou, falecendo repentinamente aos 27 anos. Teve um funeral pomposo e foi enterrada no mesmo túmulo que Reni.

Berthe Morisot

Sobrinha-neta do artista do rococó Jean-Honoré Fragonard, Berthe cresceu em Paris, onde reproduzia pinturas no Louvre e era instruída por Jean-Baptiste-Camille Crot. Quando tinha 23 anos, o Salão aceitou dois de seus quadros, o que era extremamente raro para uma mulher. Quatro anos depois ela conheceu Manet, que a apresentou aos impressionistas e ao seu irmão Eugène, com quem ela se casou anos depois.

Harriet Backer

Nascida em uma abastada família norueguesa, Harriet estudou com vários artistas na Noruega e na Alemanha, depois em Paris com Léon Bonnat e Jean-Léon Gérôme. Em 1888, ela voltou para a Noruega e montou uma escola de pintura. Participou de exposições pelo mundo todo e ganhou muitas honrarias, recebendo de 1907 até 1925 uma concessão anual do rico patrono das artes Olak Fredrik Schou.

Amrita Sher-gil

Quando criança, Amrita se mudou com a família da Hungria para a Índia. Ela estudou na escola de arte Santa Annunziata em Florença, na Itália, quando tinha onze anos, e a partir dos dezesseis continuou sua formação em Paris, na Académie de la Grnade-Chaumière e na École des Beaux-Arts. Foi a aluna mais jovem na época e a única aluna asiática a ganhar uma medalha de ouro na Societé Nationale des Beaux-Arts.